Como Aliviar o Stress e Acalmar a Mente

Neste artigo vais aprender a aliviar o stress no trabalho e na tua vida pessoal e a acalmar a mente. Inclui técnicas práticas.
Especialista em Inteligência Emocional
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O níveis de stress têm aumentado e isso afeta tanto as relações pessoais como a eficiência no trabalho.

Neste artigo vais aprender como aliviar o stress no trabalho e na tua vida pessoal e a acalmar a mente.

De forma simplificada, existe stress positivo que nos faz dar o máximo e aproveitar a diversão de uma montanha-russa e há o stress negativo que nos faz refilar com tudo, fecharmo-nos na nossa caverna ou tornarmo-nos baratas tontas que fazem muito mas conquistam pouco.

Reduzir o stress e relaxar a mente é cada vez mais difícil, mas garanto-te que é possível.

Como aliviar o Stress? Encontra o stress qb.

Amy Edmonson, Professora de Liderança na Harvard Business School, foi pioneira no estudo sobre o stress em equipas e descobriu que quando as pessoas estavam demasiado relaxadas e sem responsabilidades entravam numa zona de apatia ou de conforto, onde os resultados práticos e valores de felicidade eram reduzidos.

No entanto, quando a parada aumentava, a diferença entre uma pessoa em pânico e uma pessoa altamente produtiva era a existência de segurança psicológica – saber que os outros esperam que cometamos erros para conseguirmos evoluir.

Todos nós conhecemos aquela pessoa que grita por causa de uma vírgula mal colocada. Parece que o mundo desaba e nós até temos medo de escrever outra vez. Mas quando existe segurança psicológica, o erro é apontado e a seguir recebemos um elogio pelo bom trabalho geral.

Repara que não é fechar os olhos ao que está mal, é incluí-lo num conjunto cheio de coisas boas. Podes fazer o mesmo contigo mesmo, em relação aos erros que cometeste no conjunto de coisas boas que fazes.

Edmonson provou que falta de stress não resulta, é preciso é ter a quantidade certa!

Daniel Goleman, cientista de renome no mundo da inteligência emocional, realça a importância da lei de Yerkes-Dodson: o stress é positivo até um ponto ótimo e depois volta a ser negativo; criando um gráfico de um U invertido.

Podemos querer aliviar o stress ou até potenciar o stress, depende em que ponto estamos neste gráfico.

Stress e Ansiedade demasiado altos?

Quase todos sabemos quando já passámos o ponto ótimo que Daniel Goleman fala. Começamos com o corpo mais pesado, os problemas parecem Adamastores ou Monstros de Lockness, as vozes das pessoas começam a ficar mais irritantes, mesmo quando não sabemos, ou não queremos saber, o nosso corpo toma a liberdade de nos dizer de maneiras muito certeiras.

Eu, por exemplo, fico com dores musculares ou enxaquecas. Tudo isto são sinais SOS que o nosso corpo usa para nos dizer que está cansado e que já não consegue ligar os motores.

Roy Baumeister, reconhecido psicólogo social dedicado ao estudo do ego, explica que quando esgotamos os nossos recursos mentais no dia-a-dia (a nossa energia, por exemplo), o ego deixa de conseguir realizar tarefas como tomar decisões, melhorar comportamentos e hábitos negativos ou regular as emoções.

Pensa no cérebro como um músculo e lembra-te da última vez que correste tanto que as tuas pernas tremiam de cansaço e tiveste de te sentar ou mesmo deitar (se já correste a maratona, por exemplo). Acontece o mesmo com o cérebro!

Precisas de relaxar e acalmar a mente?

Quando aqueles de quem mais gostamos começam a ter de levar connosco irritadiços ou quando a nossa produtividade está baixa, podemos ter de baixar os níveis de stress. Mas como?

Segundo os estudos, estas são 4 coisas simples mas eficazes por onde podes começar:

1. Afasta-te do que te está a causar stress

Nem sempre isto é possível, mas muitas vezes conseguimos ganhar distância física, temporal, ou ao menos emocional do problema.

Chefes ou colegas horríveis? Sai do teu local de trabalho durante os intervalos; Problema difícil de resolver? Faz uma pausa para respirar.

2. Descansa

Parece óbvio, mas o que fazes quando chegas a casa? Se fores como a minha mãe, começas a arrumar coisas. Todos nós agradecemos esses esforços, mas a que custo? Será que podes distribuir mais essas funções pelas pessoas que vivem contigo?

Distribui o mal pelas aldeias, como diz o ditado, e aproveita o tempo extra para fazeres o que gostas. Eu adoro poder “desligar o cérebro” a ver uma série qualquer na televisão, ou ouvir boa música enquanto bebo um chá na temperatura perfeita.

3. Dorme

Quantas horas de sono tens por dia? Menos de 6? Pode ser essa a causa do stress!

Estudos aconselham que as pessoas durmam entre 7 a 9 horas por noite. Se não consegues dormir tantas, experimenta fazer uma sesta de 30 minutos na pausa do almoço, nem que seja no carro.

Se um telemóvel não tiver bateria não trabalha, certo? O cérebro é mais ou menos igual. Então como aliviar o stress? Dorme e carregas as tuas baterias.

4. Tem experiências emocionalmente positivas

As emoções são uma ótima maneira de equilibrar as energias do nosso organismo.

Nós temos uma espécie de termómetro interno que diz ao nosso cérebro quanta energia vamos precisar para lidar com a vida naquele dia. As emoções são um fator decisivo na temperatura desse termómetro!

O que é que gostas de fazer? Eu gosto de escrever poesia, assim como de jogar às cartas com a família e fazer noitadas de música ao vivo na sala de estar. Música para acalmar a mente é excelente! Experimenta esta música relaxante.

Conclusão! Como Aliviar o Stress?

Para entenderes como aliviar o stress na tua vida pessoal e profissional,, lembra-te que o stress é um indicador de cansaço que o cérebro tem, depois é só recarregar baterias!

Afasta-te do que te está a causar stress, descansa, dorme e tem experiências emocionalmente positivas.

Deixa um comentário neste artigo. Qual a estratégia que vais aplicar na tua vida?

Referências:

Edmondson, A. (1999). Psychological Safety and Learning Behavior in Work Teams. Administrative Science Quarterly, 44(2), 350–383.

Goleman, D., 2012. The Sweet Spot For Achievement. Psychology Today.

Baumeister, R. F., Bratslavsky, E., Muraven, M., & Tice, D. M. (1998). Ego depletion: Is the active self a limited resource? Journal of Personality and Social Psychology

Autora do artigo:

Maria Fé Santos – Especialista em Inteligência Emocional

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Ricardo Cabete

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